Transporte Público gera revolta


Moradores do Setor Habitacional Vicente Pires comentam sobre a atual situação do transporte público da cidade, alegando tempo de espera grande nas paradas, ruim estado de conservação dos ônibus. Confira a matéria em áudio de Rafael Vargas.

(clique no link e escute a matéria)

Novo sinaleiro desagrada moradores

Sinal que controla saída de carros para a Via EPTG tem causado engarrafamentos


O sinal controla fluxo de carros entre a EPTG, o viaduto e a Vicente Pires. Anteriormente a saída para a via não era sinalizada e os carros precisavam de uma oportunidade para entrar na via principal. Depois de algum tempo o sinaleiro foi instalado e teve como principal reclamação os engarrafamentos causados pela demora da abertura do sinal.
O semáforo fica mais de 4 minutos fechado e 50 segundos aberto. O movimento pelo turno da manhã e da noite é intenso na saída da Vicente Pires, que tem ficado congestionada nesses horários.

Anyelle Linhares é moradora da Rua 12 e fala que mesmo com acidentes reduzidos o sinal causa congestionamento. "O sinal ajudou para a diminuição dos acidentes, mas em horário de grande fluxo ele atrapalha bastante, fica tudo engarrafado."
O cruzamento próximo ao sinaleiro também tem ficado congestionado durante a manhã o que gera ainda mais problemas de movimentações nessa parte da região.

Moradores têm utilizado o estacionamento do supermercado
Big Box como alternativa para sair dos engarrafamentos. O local tem saída para a EPTG, mas nenhum controle feito por sinaleiros. Nei Isaias diz que a alternativa do estacionamento é muito boa para fugir do grande congestionamento. "Quando eu vou para o trabalho de manhã o fluxo na EPTG sentido
Taguatinga não é tão grande, então a saída pelo estacionamento é muito mais fácil e menos demorada", e ainda diz que esperava pelo sinal para facilitar a saída dos carros, mas que a instalação acabou prejudicando ainda mais.
"Ficou foi pior, eu esperava que ajudasse. Antes a gente precisava de uma brecha para entrar na EPTG, o que era bem mais fácil, pois o fluxo nem é tão intenso assim. Mas agora nós temos que ficar muito tempo esperando, mais do que esperávamos anteriormente", conclui.



Texto de Rafael Vargas e fotos por Renato Oliveira

A crônica de um Morador

06:45, e o sol ardente do alvorecer queimou minhas retinas que estavam cobertas pelas minhas pálpebras. Se fosse apenas isso, o dia teria sido ótimo.



Tudo aconteceu da maneira tranquila de sempre: coloquei meu judogui, colei uns esparadrapos no dedo machucado, e segui a pé o meu caminho. Subi cerca de 1,5Km (não poderia ser de outra forma, pois não há paradas de ônibus na Rua 03). O sol estava ainda menos piedoso, e agora era a minha nuca que ardia. De longe eu avistei a parada da esquina da Rua 08 com a 05 esvaziando-se, lá pelas 07:30 da manhã. Sim, o tal ônibus estava passando. Corri como se não houvesse amanhã, e numa tentativa frustrada tentei assobiar. Era lógico que eu teria que esperar mais quarenta minutos pelo próximo. Sentei no banco sujo de poeira pelo vento que os carros e caminhões traziam em suas velocidades acima do limite, nessa estrada sem quebra-molas.

O ônibus estava para chegar, quando um amigo acenou, gritou e depois foi embora em seu carro. Eu deveria ter pego uma carona com ele, mas a Lei de Murphy é cruel e estava agindo como tal. E lá vinha o 355.3, quase vazio. Entrei, paguei minha passagem, e sentei nem tão lá atrás, nem muito na frente. De repente o motorista parou o ônibus e alguns segundos de silêncio depois o pancadão singular da banda TerraSamba ecoou o carro inteiro. Pessoas que dormiam (eu), acordaram assustados. O motorista tinha uma espécie de caixa com um CDPlayer embutido, e um som tão potente quanto o meu próprio MycroSystem. A viagem seguiu-se no ritmo de variados estilos: TerraSamba, É o Tchan!, e até Amado Batista.
Depois de ter contado até 10, 100 vezes, consegui chegar ao meu destino, feliz, sem ter sofrido nenhum tipo de derrame, ou lavagem cerebral. Caminhei rindo sozinho, até juntei um pedaço de plástico sujo e coloquei na lixeira mais próxima. Não muito longe da escola a sandália que eu usava, arrebentou. Sim, nem mesmo ela resistiu ao som pesado. Suicidou-se. E eu fiquei de luto até as 17:00. A sola do meu pé ficou preta, como prova.

Crônica de Angel Holanda e fotos por Renato Oliveira

Buracos, buracos e mais buracos

Falta de rede de esgoto e fortes chuvas são grandes causadores de buracos na Vila São José.

A situação das ruas da Vicente Pires não é das melhores. Os buracos estão presentes em grande parte do Setor Habitacional. O local que fico
u mais prejudicado com esse período de chuvas foi a rua oito da Vila São José. Depois do balão onde as ruas 8 e 7 se cruzam, os buracos prejudicam muito o trânsito. Os carros constantemente entram na contra mão e em portas de condomínios para fugir dos buracos. Os zig-zags são frequentes e nos horários com maior intensidade de carros o trânsito fica lento e perigoso.



Uma das causas desses problemas é a chuva. Mesmo que as reformas sejam feitas os buracos reaparecem depois de um período chuvoso. Francisco Leal é morador do condomínio 331 e afirma que o asfalto precisa ser colocado com maior qualidade. "É uma situação que exige um investimento maior no asfalto, pois ele estraga muito facilmente com chuvas e veículos pesados." A demora para a reposição do asfalto também foi exaltada pelo morador. "Além disso, ocorre demora no conserto causando prejuízo aos donos de veículos que passam diariamente pela rua." Outra questão que afeta a qualidade do asfalto dessa parte da rua oito é o esgoto. Vários trechos da rua têm esgotos com saídas para a rua, o que deixa o asfalto cada vez mais esburacado. "A Vila São José tem esgoto na rua que causa um tremendo mau cheiro e o perigo de contrair doenças", afirma Francisco.

Moradora do condomínio Alto Horizonte, Tainah Bastos fala que os moradores da região têm sido prejudicados pelo tamanho dos buracos. "Na vila São José os buracos são do tamanho de crateras." Ela conta que esse tipo
de problema é constante. "Isso acontece frequentemente. A administração arruma, chove, passam muitos caminhões ou máquinas de construção e os buracos acabam voltando maiores", explica Tainah.

Essa é uma parte da realidade do Setor Habitacional Vicente Pires
que tem espalhado um histórico de problemas de saneamento básico e infra-estrutura. Os buracos assolam a rua oito há quase 4 meses e não foram resolvidos. Com as fortes chuvas a situação tende a ficar pior. Em nota oficial a Administração do Vicente Pires explica a demora para a reforma: "A RA XXX (Vicente Pires) se encontra dentro de área em fase de regularização, temos empecilhos em implementar os serviços básicos à população. Estamos lutando pela Licença Ambiental para a finalização do processo." Na nota, a administração conclui, falando do projeto para drenagem pluvial, que foi aprovado pela Orçamento Participativo e será encaminhado pela Administração: "Após o serviço de drenagem, a durabilidade do tapa buraco ou recapeamento tendem a ter uma durabilidade maior", conclui.

Veja algumas fotos da rua oito:







Texto de Rafael Vargas e fotos por Renato Oliveira

Questões energéticas não foram esquecidas

Moradores ficam com medo que período de chuvas traga problema de volta.




Um dos grandes problemas do Setor Habitacional Vicente Pires são as quedas freqüentes de energia. Chuvas e ventanias são os principais motivos de queda, que faziam os moradores de algumas partes da região ficarem sem energia por todo o dia.

As quedas na cidade não acontecem há alguns meses, mas ainda preocupam alguns moradores, como é o caso de Ângela Maria, que diz ter medo dos estragos da chuva. "A chuva sempre causou muitos problemas aqui. Moro aqui há 13 anos e sempre que chovia a energia acabava, ficávamos o dia todo sem luz." E ainda conta que mesmo sem chuva a energia acabava algumas vezes, e apenas na rua em que morava. "Aqui nem precisava chover para que a luz acabasse. Eu ligava para amigos de outras ruas e eles confirmavam que era apenas na rua 8 que estava sem energia." E ainda diz que a falta de energia em períodos de chuva prejudicava e muito o movimento do condomínio. "Quando acaba a luz temos que colocar os portões no manual e se estiver chovendo é horrível ter que ir até o portão com a chave e destravá-lo", justifica Ângela Maria.

Moradora da rua 12, Carlane Albuquerque conta que em sua rua a situação também é problemática. "É Terrível, né? Mas há 1 ano era pior. Pelo menos uma vez na semana ficava sem energia quase o dia todo!" A moradora diz não entender como as chuvas podem afetar tanto e culpa a CEB pelos problemas. "Se a chuva é capaz de fazer um estrago desses é porque a CEB tem que arrumar melhor." E ainda diz que mesmo atualmente costuma ficar por algumas horas sem luz. "Quando cai demora umas cinco horas para voltar", conclui a moradora.

Clara Corgosinho é moradora da rua 10 da Vicente Pires e lembra da necessidade de energia para tudo, e que ficar um dia sem energia deixa os moradores sem opção. "É muito ruim ficar no escuro, né? Dependemos de energia pra tudo", explica a estudante do ensino médio.
E afirma que os problemas não acontecem há algum tempo e torce para que não ocorra novamente. "Tem muito tempo que não acontece e espero que não aconteça de novo", finaliza.

Texto de Rafael Vargas e fotos por Renato Oliveira

O Tagua Parque

De encontros religiosos a brincadeiras, o Tagua Parque agrada a população que não esquece os problemas da iluminação.



O parque fica localizado ao longo da Colônia Agrícola Samambaia, Vila São José e Vicente Pires. Essas pequenas cidades hoje fazem parte de apenas uma região administrativa: o Setor Habitacional Vicente Pires. O Tagua Parque tem sido muito utilizado para exercícios físicos e encontro entre os amigos. As academias da terceira idade, quadras de vôlei, basquete, futebol, pistas de skate e lugares para caminhadas favorecem a saúde dos moradores da região.
Ao longo dos 3km de extensão do parque, é possível ver muita movimentação e confraternização. Moradores de cidades próximas também utilizam com frequência o parque, como é o caso do morador da QNG Murilo Vidotto, que admite ver o Tagua Parque como um bom lugar para encontrar os amigos, e diz não entender por que o local não é tão visitado quanto o Parque da Cidade. "Por algum motivo ele não é um point da galera que nem o Parque da Cidade, mas lá é bom, tem churrasqueira, tem polícia. Um bom lugar pra encontrar os amigos", afirma.

O Tagua Parque tem sido utilizado também para encontros religiosos. Nataly Castro faz parte de um grupo de amigos que vai ao parque aos fins de semana, para a leitura da bíblia e outras atividades. "Quase todo domingo depois do culto, a gente lê a bíblia, joga bola e toca violão. E principalmente vamos estudar a palavra de Deus", conclui Nataly.

Má iluminação desagrada

Um dos principais exercícios feitos pelos utilizadores do parque são as caminhadas diárias. As pistas de ciclismo e corridas são bastante frequentadas. Morador da Vicente há mais de dez anos, Sinval Geraldo utiliza o Tagua Parque e gosta de ter um novo ambiente para atividades físicas. "O parque foi uma ideia excelente, tirou as atividades físicas do calçadão e além de dar mais segurança ficou mais atrativo." Mas comenta que a iluminação ainda deixa a desejar, e que não pode correr por toda a extensão à noite porque a iluminação não ajuda. "Em alguns trechos do parque a iluminação é deficiente e em outros é inexistente", diz. Em nota oficial a administração de Taguatinga explicou o motivo da falta de estrutura e afirmou não ter prazo para a reforma: "Não temos previsão de reforço na iluminação do parque, pois será feita a compactação da rede de alta tensão para oferecer maior segurança aos frequentadores, a interdição de alguns locais e equipamentos do parque já está sendo feita."


Texto de Rafael Vargas e fotos por Renato Oliveira

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